{"id":1576,"date":"2026-07-07T10:19:02","date_gmt":"2026-07-07T10:19:02","guid":{"rendered":"https:\/\/fortalezasdafronteira.com\/?p=1576"},"modified":"2026-07-07T10:36:36","modified_gmt":"2026-07-07T10:36:36","slug":"gorka-martin-os-detectoristas-ilegais-co-expolio-dos-xacementos-arrasan-os-contextos-arqueoloxicos-da-investigacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fortalezasdafronteira.com\/pt-pt\/2026\/07\/07\/gorka-martin-os-detectoristas-ilegais-co-expolio-dos-xacementos-arrasan-os-contextos-arqueoloxicos-da-investigacion\/","title":{"rendered":"Gorka Mart\u00edn: \u201cOs detetoristas ilegais, com o esp\u00f3lio dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, destroem os contextos arqueol\u00f3gicos da investiga\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em><em>O investigador p\u00f3s-doutoral da Universidade do Pa\u00eds Basco inaugurou esta segunda-feira o ciclo de BARfer\u00eancias de Fortalezas da Fronteira com a palestra Detetores e arqueologia: o que n\u00e3o se pode fazer<\/em><\/em><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ciclo de BARfer\u00eancias de Fortalezas da Fronteira arrancou esta segunda-feira no Novo Bar, no Carregal, com uma palestra do investigador p\u00f3s-doutoral da Universidade do Pa\u00eds Basco Gorka Mart\u00edn Echevarr\u00eda, intitulada Detetores e arqueologia: o que n\u00e3o se pode fazer. A sess\u00e3o serviu para aproximar o p\u00fablico de uma quest\u00e3o central para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio: os perigos do uso n\u00e3o autorizado e n\u00e3o sistem\u00e1tico dos detetores de metais em contextos arqueol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a sua interven\u00e7\u00e3o, Mart\u00edn explicou que a sua linha de investiga\u00e7\u00e3o se centra na arqueologia do conflito e dos campos de batalha, um \u00e2mbito em que o detetor de metais pode ser utilizado como ferramenta cient\u00edfica quando \u00e9 usado dentro de um procedimento controlado, sistem\u00e1tico e registado. No entanto, advertiu que se trata tamb\u00e9m de uma ferramenta \u201cpol\u00e9mica\u201d devido ao mau uso que historicamente se fez dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O investigador assinalou que um dos maiores riscos para a arqueologia a n\u00edvel global \u00e9 o esp\u00f3lio cometido atrav\u00e9s de detetores de metais. Esta pr\u00e1tica consiste na extra\u00e7\u00e3o de objetos met\u00e1licos de campos, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos ou espa\u00e7os com potencial arqueol\u00f3gico sem controlo cient\u00edfico, o que provoca n\u00e3o s\u00f3 a perda das pe\u00e7as, mas tamb\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o que as acompanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste sentido, Mart\u00edn insistiu que o valor arqueol\u00f3gico de um objeto n\u00e3o reside unicamente na pe\u00e7a em si, mas no seu contexto. Assim, explicou que uma moeda romana recolhida de forma isolada ou aleat\u00f3ria perde grande parte da sua capacidade de fornecer conhecimento hist\u00f3rico, enquanto a informa\u00e7\u00e3o realmente \u00fatil procede do conjunto de elementos que a rodeiam: estruturas, materiais n\u00e3o met\u00e1licos, distribui\u00e7\u00e3o espacial e rela\u00e7\u00f5es com o restante s\u00edtio arqueol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o uso de detetores de metais sem metodologia arqueol\u00f3gica, sem registo e sem recolha sistem\u00e1tica de dados \u00e9 especialmente prejudicial para a investiga\u00e7\u00e3o. Segundo exp\u00f4s, estas pr\u00e1ticas quebram a leitura dos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e dificultam a reconstru\u00e7\u00e3o rigorosa do passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mart\u00edn chamou tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o para a dimens\u00e3o social e \u00e9tica deste problema, ao recordar que o patrim\u00f3nio arqueol\u00f3gico \u00e9 um bem comum. A retirada de materiais sem autoriza\u00e7\u00e3o representa, segundo explicou, uma privatiza\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f3nio que pertence ao conjunto da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confer\u00eancia abriu o programa de BARfer\u00eancias de Fortalezas da Fronteira, uma iniciativa que procura levar a arqueologia, a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria da raia a espa\u00e7os pr\u00f3ximos e quotidianos, favorecendo o di\u00e1logo entre especialistas, popula\u00e7\u00e3o local e p\u00fablico interessado. Durante a palestra, analisou tamb\u00e9m as batalhas de Little Bighorn, nas quais arque\u00f3logos como Douglas Scott utilizaram detetores e mapeamento GPS para descobrir mais de 5.000 artefactos. O ciclo continuar\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias com novas sess\u00f5es em torno da minera\u00e7\u00e3o romana no Baixo Minho, da paisagem fortificada de Tui e do vale do Minho, da educa\u00e7\u00e3o patrimonial e da mem\u00f3ria dos territ\u00f3rios de fronteira. Estas atividades fazem parte da programa\u00e7\u00e3o aberta do projeto arqueol\u00f3gico em torno de As Torres, em San Miguel de Taborda, Tomi\u00f1o, inserido num campo de voluntariado internacional da Xunta de Galicia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O investigador p\u00f3s-doutoral da Universidade do Pa\u00eds Basco inaugurou esta segunda-feira o ciclo de BARfer\u00eancias de Fortalezas da Fronteira com a palestra Detetores e arqueologia: o que n\u00e3o se pode fazer O ciclo de BARfer\u00eancias de Fortalezas da Fronteira arrancou esta segunda-feira no Novo Bar, no Carregal, com uma palestra do investigador p\u00f3s-doutoral da Universidade do Pa\u00eds Basco Gorka Mart\u00edn Echevarr\u00eda, intitulada Detetores e arqueologia: o que n\u00e3o se pode fazer. A sess\u00e3o serviu para aproximar o p\u00fablico de uma quest\u00e3o central para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio: os perigos do uso n\u00e3o autorizado e n\u00e3o sistem\u00e1tico dos detetores de metais em contextos arqueol\u00f3gicos. 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